Nosso Senhor Jesus Cristo o Rei do Universo!
É a festa comemorada, no último domingo do tempo comum, para encerrar o ano litúrgico e dar início ao novo calendário litúrgico. Depois da festa de Cristo Rei, entramos no tempo do Advento. “Há muito o que entender, para compreender o que a Igreja espera com essa festa. Vamos, assim espero, iniciar o processo de conversão. Conversão de mentalidade, conversão de postura, conversão constante, perseverante para o Reino de Deus.” Palavras iniciais do Padre Eduardo para uma profunda reflexão do evangelho de Jo18, 33b-37, sobre o reinado de Cristo.
O Reino de Deus é mensurado em algumas passagens bíblicas, o Padre cita duas delas; a que fala sobre o Reino de Deus não estar nem aqui, nem ali, mas entre nós, e outra, quando o profeta Salomão, entristecido, recorre a Deus para dizer que o povo está desejoso de um rei. Deus lhe responde: “o povo não rejeitou você, Salomão, rejeitou a mim. Querem ter um rei como os outros povos tem”. Essa é a grande armadilha para o cristão, querer ser como os outros são, pontua o Padre. Por isso, o reinado de Deus só acontece, onde Deus é reconhecido Rei.
Nos chama a atenção, o motivo que levou o Papa Pio XI a instituir a festa de Cristo Rei, em 1925. Época em que a sociedade estava confusa. Queria ele, com festa, resgatar a sociedade cristã aos valores do evangelho. Conduzir o povo a reconhecer que o reinado de Cristo não é para dominar o mundo, e sim, para servir. Segue Pe. Eduardo, sem Deus não há reinado que sobreviva. Nesse sentido, somos chamados a impregnar o mundo com os valores do evangelho e ouvir o que a Igreja diz.
Só podemos dizer que Jesus é Rei, se Ele for Rei da nossa vida, o Senhor da nossa inteligência, o Juiz das nossas decisões. Caso contrário, refere-se a um reinado de domínio e submissão. O poder que não se transforma em serviço, é patológico, enfatiza Padre Eduardo. O poder de Jesus, Rei do Universo, está em servir, lavar os pés, receber uma coroa de espinhos e deixar-se pregar numa cruz. O reinado de Deus só poderá acontecer, quando Ele for, verdadeiramente, Deus em nossa vida. Maria Santíssima sempre teve Deus à frente de tudo, à frente da sua própria vontade. “Faça-se em mim, segundo a Tua vontade”; “Guardava tudo em Seu coração”. Acreditou em Deus e não discutiu com Ele. Que Ela nos abra o coração, para que o reino de Deus seja uma realidade em cada um de nós.




































































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